Operação de submarinos nucleares com casco de titânio permite incursões a profundidades acima de 6 mil metros, segundo fontes abertas. A frota russa utiliza tecnologia avançada para atuar onde submarinos convencionais não alcançam.
Casco de titânio oferece leveza, resistência à pressão e ausência de assinatura magnética, características que ampliam a capacidade de manobra e a furtividade. O investimento favorece missões de coleta, monitoramento e proteção de cabos no leito oceânico.
O Losharik, submarino nuclear, é considerado único em capacidade operacional entre os seus pares. Operado pela Diretoria Principal de Pesquisa em Alto Mar, responde ao Ministério da Defesa.
Principais modelos e capacidades
AS-31 Losharik: mergulho até 6.000 metros, propulsão nuclear, operação pela GUGI.
Classe Sierra II: casco de titânio, mergulho até 550 metros, armamento variado.
K-278 Komsomolets: recorde histórico, alcançou 1.027 metros em 1985.
Belgorod: submarino-mãe, suporte ao drone nuclear Poseidon, profundidade de operação até 520 metros.
Fleety e funções estratégicas
A frota inclui ainda as classes Sierra I e II, com capacidade de explorar o leito oceânico e instalar sensores. O objetivo é ampliar vigilância, interceptação de cabos e mapeamento de zonas para futuras operações.
Contexto e perspectivas
A escolha do titânio, mais caro que o aço, reflete uma linha histórica iniciada na era soviética. Russia mantém instalações especializadas em Severodvinsk para soldagem em larga escala. A retomada de mergulhos do Losharik está prevista para 2025, com foco em profundidades extremas.
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