O Congresso permanente da União Europeia aprovou nesta quinta-feira (23) um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia, após a Hungria retirar o veto. O recurso, financiado pelo orçamento da UE, visa sustentar o esforço de guerra no período 2026-2027, com € 60 bilhões destinados ao uso militar e € 30 bilhões para o funcionamento do governo ucraniano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comemorou a liberação do crédito, afirmando que o pacote reforça o Exército e a resiliência do país. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, destacou que a economia de guerra da Rússia passa por pressão, enquanto a Ucrânia recebe apoio substancial. A Comissão Europeia sinalizou avanços com a conclusão de procedimentos para a liberação.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que há boas notícias chegando e planeja chegar a Chipre para uma cúpula informal com os 27. O Brasil não participa deste processo; o foco é a resposta europeia ao conflito russo-ucraniano.
Novas sanções contra a Rússia
O bloco também aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 20º desde o início da invasão, em 2022. Entre as medidas, estão restrições adicionais a bancos russos e novas limitações às exportações de petróleo. AÇÕES visam reduzir receitas de 2022 em diante.
A UE incluiu 46 navios na lista da chamada frota fantasma, elevando o total para 632 embarcações proibidas de atracar em ports europeus. Além disso, 20 bancos russos passaram a ser alvo de proibições de transações financeiras na Europa.
A normativa também ampliou controles de exportação para evitar a reexportação de máquinas-ferramenta e equipamentos de telecomunicações para a Rússia, usadas na fabricação de drones. O objetivo é conter a evasão de sanções, segundo comunicado oficial.
O acordo sobre uma proibição de serviços marítimos para navios que transportam petróleo russo ainda depende de coordenação com o G7. A UE aponta que as condições precisam de alinhamento externo para entrar em vigor.
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