Apenas cinco navios passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, segundo dados de navegação divulgados nesta sexta (24). Entre eles está o petroleiro iraniano de derivados de petróleo Niki, flag pequeno sob sanções dos EUA. O tráfego ocorre em meio a um cessar-fogo instável entre Washington e Teerã.
O grupo BIMCO afirma que, até que haja um cessar-fogo estável e garantias de segurança, o estreito não deverá receber o fluxo normal de navios. Em consequência, as rotas próximas ao Irã e a Omã queimam de menor volume de tráfego.
O Niki permanece sem destino informado, conforme análise da Kpler e dados do MarineTraffic. Não está claro se seguirá em direção a zonas sob bloqueio marítimo dos EUA. Quase dois meses após ataques, não há sinal claro de retomada das negociações.
Mudanças de tema
A empresa Hapag-Lloyd informou que um de seus navios atravessou o estreito, sem detalhes sobre circunstâncias ou momento. Além disso, o superpetroleiro Helga, bandeira das Comores, chegou a um terminal offshore de Basra, no Iraque, sendo o segundo navio a alcançar o país desde o fechamento do estreito.
Insegurança persistente
A tática do Irã, com embarcações rápidas, para apreender navios na região elevou as preocupações de armadores e produtoras de petróleo. Analistas destacam que, mesmo em abertura, o Ormuz não é seguro para navios e cargas.
Entre 22 e início de 23 de abril, sete embarcações cruzaram o estreito, seis ligadas ao comércio com o Irã, segundo Lloyd’s List Intelligence. O fechamento do canal interrompeu parte relevante do petróleo e do GNL globais, elevando a insegurança para segurar rotas comerciais.
Centenas de navios e milhares de tripulantes permanecem retidos no Golfo, enquanto seguradoras de risco de guerra aguardam sinais de redução dos riscos para retomar a navegação.
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