A agência Reuters informou que o presidente Donald Trump não ficou satisfeito com a última proposta apresentada pelo Irã para resolver o conflito no Oriente Médio. O foco permanece na questão nuclear como principal entrave.
O Irã quer encerrar a guerra antes de tratar do tema nuclear, enquanto os EUA defendem o contrário e exigem o compromisso do Irã de não enriquecer urânio, condição considerada fundamental para qualquer acordo.
Durante o cessar-fogo, cuja data de término não foi definida, Trump se reuniu com conselheiros de segurança para avaliar o documento iraniano, que propõe flexibilizar o controle sobre o estreito de Ormuz e encerrar retaliações dos EUA.
Segundo o pesquisador Vitelio Brustolin, se o Irã estivesse em colapso, não exigiria concessões neste momento. Ele apontou que os Estados Unidos e Israel teriam atingido o Irã de forma tática.
Brustolin também ressaltou que o exército iraniano permanece relativamente intacto, com cerca de 610 mil militares na ativa e 350 mil reservistas. O Irã manteria programas de mísseis, minas navais, drones e financiamento de grupos considerados terroristas, conforme avaliação citada.
Ao fim, o especialista afirma que o objetivo da guerra, que era reduzir a projeção de poder do Irã, não foi alcançado. A análise utiliza informações do relatório da CIA para embasar os dados sobre capacidades militares e orçamento.
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