A Justiça argentina decidiu levar a julgamento um caso envolvendo a gestão das marcas associadas a Diego Armando Maradona após sua morte, em 2020. O processo acusa o advogado Matías Morla e as irmãs Rita Mabel e Cláudia Norma, além de outras pessoas, de fraude na administração dos direitos comerciais do ídolo.
A ação foi iniciada em 2021, a partir de denúncias de Dalma e Gianinna Maradona, filhas do jogador. Em setembro de 2025, bens de Morla, das irmãs de Maradona e de mais envolvidos já haviam sido embargados.
Além de Morla e das irmãs, são réus Christian Maximiliano Pomargo, Sérgio Garmendia e a tabeliã Sandra Iampolsky. A acusação sustenta que houve manobra para se apropriar e administrar irregularmente os direitos de marca, em prejuízo aos herdeiros.
A investigação aponta que as marcas registradas teriam sido transferidas para a empresa Sattvica SA, criada em 2015 em nome de Morla, tanto na Argentina quanto no exterior. O processo afirma que o advogado não devolveu os bens aos herdeiros e os repassou a Rita e Cláudia entre 2022 e 2023.
Os acusados seriam responsáveis por continuar explorando os direitos das marcas de Maradona, promovendo movimentos societários que teriam reduzido o patrimônio hereditário. A Justiça sustenta que as ações teriam causado danos econômicos aos herdeiros.
Detalhes do processo
A decisão foi proferida pelo Tribunal Penal e Correcional Nacional N°43, após rejeitar recursos das defesas. A análise envolve a suposta transferência de ativos e abusos de confiança no gerenciamento das marcas.
Contexto relacionado
A notícia ocorre em meio ao segundo julgamento relativo à morte de Maradona, em que sete integrantes da equipe médica são acusados de homicídio por negligência. O caso anterior já havia sido anulado, abrindo novo capítulo jurídico.
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, de edema pulmonar, durante recuperação de cirurgia cerebral em sua residência. O desdobramento atual foca na gestão de seus ativos pós-vida e na posição de herdeiros legais.
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