O ataque ocorreu na vila de Guyaku, no município de Gombi, estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria. Gunmen abriram fogo em praça de futebol onde moradores se reuniam, após o que casas, locais de culto e motos foram incendiados. Pelo menos 29 pessoas morreram, segundo autoridades locais.
Autoridades locais e moradores descrevem uma ofensiva rápida e violenta, com ataques que duraram várias horas. O episódio ocorreu em uma região já marcada por violência de milícias locais, gangues e grupos ligados ao EI.
O grupo extremista Islã Estado (IS, na sigla em inglês) assumiu a responsabilidade pelo ataque, sem detalhar o motivo. Um porta-voz do governo estadual informou que a operação foi interrompida pela presença de segurança e que medidas estão sendo tomadas para restabelecer a tranquilidade.
O governador do estado, Ahmadu Umaru Fintiri, mostrou-se na cena e classificou o ataque como um afronta à humanidade. Em nota, o gabinete de imprensa citou ações de segurança ampliadas para reconquistar a confiança dos moradores.
A região fronteiriça com Camarões tem registrado repetidos ataques de gangues locais e de facções ligadas ao IS nos últimos anos. O governo federal enfrenta pressão para reduzir a violência antes das eleições gerais de 2026. Fontes locais destacam que a situação permanece tensa na área.
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