Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça neerlandesa bloqueia sede do Cervantes em Utrecht por laudos renováveis

Tribunal da Haia autoriza embargo da sede do Instituto Cervantes em Utrecht por débitos de laudos de renováveis, visando garantir 106 milhões de euros à Eurus Energy

Vista de la biblioteca del Instituto Cervantes en Utrecht, Países Bajos.
0:00
Carregando...
0:00

O tribunal de Haia autorizou o arresto preventivo do edifício do Instituto Cervantes em Utrecht, na Holanda, por falta de pagamento de laudos ligados ao recorte de incentivos às renováveis. A decisão visa garantir uma indenização de 106 milhões de euros reconhecida à Eurus Energy, filial da Toyota.

O embargo envolve o imóvel histórico, situado no Domplein, no centro de Utrecht. A avaliação aponta que o prédio vale cerca de 10 milhões de euros e pode ser leiloado caso a medida seja efetivada judicialmente.

Os credores, investidores que adquiriram direitos de cobrança, executaram a medida após a recusa da Espanha em quitar o laudo arbitral. A arbitral reconheceu o direito da Eurus ao ressarcimento pelos cortes de 2013 às primas das renováveis.

A decisão de Haia foi proferida no dia 19 de março de 2026, segundo fontes próximas aos fundos credores. Ela se soma a outros embargos preventivos em jurisdições internacionais, usados para assegurar parte dos valores arbitrados.

O objetivo dos investidores é ampliar a pressão para obter o cumprimento dos laudos, que somam cerca de 1,7 bilhão de euros mais encargos. Em diferentes países, similares bloqueios já atingiram sedes de instituições públicas e de empresas estatais.

A Espanha sustenta que o TJUE limita arbitragens entre investidores e Estados europeus e que requer autorização da Comissão Europeia para evitar conduta ilegal de subsídio estatal. Bruxelas já sinalizou que algumas indenizações podem ser proibidas.

Até o momento, o montante efetivamente pago aos investidores estrangeiros é inferior a 2 bilhões de euros, com várias disputas ainda em andamento. Os credores argumentam que mais embargos podem ocorrer caso não haja acordo ou pagamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais