Kim Jong Un elogiou militares da Coreia do Norte que, segundo ele, optaram por se explodir com granadas para evitar serem capturados pela Ucrânia, em Pyongyang durante a cerimônia de abertura de um memorial aos soldados mortos em combate ao lado da Rússia. O discurso ocorreu nesta semana e destacou o atestamento de suposta lealdade ao exército.
Segundo autoridades de Seul, estima-se que pelo menos 15 mil norte-coreanos foram enviados para a região de Kursk, na Rússia, para ajudar a recapturar áreas ocidentais. Mais de 6 mil deles teriam morrido; números não foram confirmados nem por Pyongyang nem por Moscou. Agências de inteligência apontam ordens de morte em combate.
Defeccionistas e observadores afirmam que as tropas eram orientadas a não se tornar prisioneiras de guerra. A prática foi mencionada por fontes de inteligência sul-coreanas e por descrições de prisioneiros de guerra exibidos pela mídia.
Durante o evento, Kim também homenageou combatentes que atuaram à frente e que teriam cumprido ordens, segundo relato da KCNA. O memorial ocorreu no contexto de um acordo de junho de 2024, quando Putin e Kim concordaram com cooperação militar em caso de agressão a qualquer um dos dois países.
Além disso, a Coreia do Norte prometeu enviar milhares de trabalhadores para apoiar a reconstrução da região de Kursk, conforme anunciado oportunamente. O discurso reforça a narrativa oficial sobre lealdade e sacrifício militar.
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