Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mercosul enfrenta impasse na divisão de cotas no acordo com a UE

Mercosul discute cotas com a UE; Brasil defende dividir por tamanho e histórico exportador, Paraguai e Uruguai defendem divisão paritária

Uma planta de processamento de carne para exportação em Limpio, no Paraguai.
0:00
Carregando...
0:00

O Mercosul permanece dividido sobre como dividir as cotas previstas no acordo comercial com a União Europeia. O impasse envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com divergências sobre critérios de repartição e o momento de negociação.

O governo brasileiro defende que a partilha leve em conta o tamanho do país e o histórico exportador do Brasil, o que lhe daria uma fatia maior. Sócios menores defendem divisão mais igualitária entre os membros.

Paraguai e Uruguai aparecem com posições firmes contrárias à ideia brasileira. O Paraguai sustenta cotas iguais para todos os sócios, enquanto o Uruguai também rejeita a divisão com base no histórico de exportação.

O acordo entra em vigor provisoriamente em 1º de maio, admitindo tanto produtos com redução de imposto quanto itens agrícolas com cotas para a UE a tarifas menores. O tema da divisão é decisivo para o aproveitamento dessas cotas.

Paraguai e Uruguai defendem que a partilha deveria ocorrer já, sob o critério de repartição igual entre os membros. O Brasil, segundo relatos, busca flexibilizar esse critério para considerar o peso de cada economia.

A UE informou, em documento recente, que ainda não recebeu definição de distribuição entre os competidores do Mercosul. A normativa europeia aponta que, sem acordo, não será possível redistribuir cotas já estabelecidas para 2026.

Com a aplicação provisória do ITA, o governo brasileiro sustenta que, caso não haja acordo, as cotas poderão ser preenchidas por ordem de chegada, até que haja consenso entre os países. Isso pode impactar contratos e prazos.

O setor privado acompanha as negociações. A Abiec defende critérios objetivos, como capacidade de cumprimento, histórico de exportação e regularidade de oferta, para evitar subutilização das cotas.

Especialistas apontam que o Paraguai pode ter dificuldade em preencher uma quota igual de 25 mil toneladas. O país nega, mas analistas destacam a necessidade de avaliar capacidade real de fornecimento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais