O Pabellão Russo da Bienal de Veneza ficará aberto ao público apenas durante a pré-estreia vernissage, de 5 a 8 de maio, conforme relatos de veículos italianos. A decisão é resultado de pressão da União Europeia, que avalia retirar recursos financeiros do evento diante das sanções contra Moscou.
Segundo as reportagens, o esquema de participação começou a tomar forma em junho de 2025. Em janeiro, a comissionada do Pavilhão Russo, Anastasia Karneeva, enviou detalhes da exposição, incluindo materiais didáticos e renderizações. A imprensa viu uma troca de e-mails entre o presidente da Fundação Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, o diretor-geral Andrea Del Mercato e Karneeva.
Um trecho de e-mail de novembro de 2025 mostra Del Mercato ajudando a conseguir visto de viagem para o curador Petr Musoev, indicando contato com a missão diplomática italiana na Rússia. A Fundação Bienal afirmou, por meio de comunicado a Il Giornale, que o planejamento ocorreu com respeito às regras e em conformidade com leis nacionais e internacionais. Não houve violação de sanções.
Posicionamentos oficiais e controvérsia
A participação russa gerou reação no país-sede. O ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli, anunciou boicote à abertura do Pavilhão, cobrando a transparência da gestão pública sobre o tema. Tamara Gregoretti, representante do Conselho de Administração, foi convidada a deixar o cargo, mas afirmou que o órgão é independente. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini reforçou o apoio à participação russa.
A União Europeia sinalizou intenção de retirar cerca de 2 milhões de euros de financiamento à Bienal em resposta à presença da Rússia. A presidente da Comissão Europeia, Dra. Kaja Kallas, descreveu a inclusão como mormente inadequada, enfatizando o impacto no contexto cultural. Além disso, a Ucrânia sancionou cinco indivíduos ligados ao Pavilhão Russo e pediu a revogação de vistos de participação.
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