Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou que Israel permite conscientemente o descarregamento de grãos roubados pela Rússia em portos israelenses. Alega que o carregamento continua mesmo após apelos oficiais de Kiev.
Segundo o presidente, o caso envolve o navio Panormitis, que chegou à Baía de Haifa e permanece atracado ao largo, possivelmente para atracar. A Ucrânia afirma que este seria o segundo carregamento desse tipo a chegar a Haifa neste mês.
Zelensky escreveu em X que compras de mercadorias roubadas violam leis locais e internacionais, ressaltando que autoridades israelenses não podem desconhecer a carga e o navio. O posicionamento sugere sanções contra envolvidos.
Reação internacional
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rebateu chamando a acusação de “diplomacia do Twitter” e afirmou que não há provas apresentadas. Ele disse que as autoridades fiscais analisam o caso e que o navio Panormitis não havia atracado ainda.
Um funcionário israelense, em condição de anonimato, afirmou à CNN que o país exige processo legal para apreensão de cargas, citando protocolo de assistência jurídica mútua. A Ucrânia negou que tenha esgotado todas as vias diplomáticas.
A UE solicitou informações adicionais a Israel e avisou que pode impor sanções a envolvidos. A Comissão reiterou preocupação com apoiar ações que financiem a guerra e contornem sanções, incluindo pessoas e entidades.
Kiev tem acusado Moscou de saquear recursos agrícolas desde a invasão de 2022. A Ucrânia vê evidências de prática sistemática de facilitar atividades ilegais ligadas à ocupação russa. As relações com Israel permanecem tensas.
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