O estoque nuclear do Irã cresceu 11 vezes desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou o acordo nuclear de 2015 em 2018. A retirada abriu caminho para um aumento acelerado do enriquecimento de urânio, segundo inspetores internacionais. O objetivo seria garantir combustível para uso civil, mas a quantidade atual preocupa a comunidade internacional.
Especialistas dizem que o Irã acumula 11 toneladas de urânio em diversos níveis de enriquecimento. Parte significativa permanece em um complexo subterrâneo. A curiosidade sobre o percentual vivo do arsenal permanece, com estimativas apontando para potencial suficiente para centenas de quilos de margem bélica.
O recuo de Washington, em 2018, foi articulado pelo então presidente Donald Trump. Tratou-se de cancelar o acordo assinado sob Barack Obama, que controlava o programa iraniano por anos. A saída gerou críticas entre aliados e abriu espaço para a retomada do enriquecimento no Irã.
Os negociadores de Washington tentam impor condições a Teerã. A pauta central envolve a suspensão de novos enriquecimentos e a entrega do estoque acumulado nos oito anos desde a retirada. O Irã, por sua vez, exige garantias de que o acordo seja restabelecido sem novas pressões.
Situação atual e negociações
Trump cancelou recentemente mais uma rodada de negociações nucleares com o Irã, em Paquistão, citando objeções estratégicas. Jared Kushner e Steve Biegun aparecem entre os nomes que lideravam as negociações, com a própria administração buscando um caminho para limitar o programa iraniano sem reabrir o texto original.
A disputa segue com a condição de que Teerã cesse o enriquecimento adicional e entregue o combustível acumulado. O Irã resiste a esses termos, mantendo a posição de buscar acordos que garantam condições mais favoráveis para o seu programa nuclear civil.
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