A OMS informou nesta semana que ataques a instalações e profissionais de saúde crescem globalmente, intensificando-se desde o início do conflito no Oriente Médio. A organização aponta um aumento no número de incidentes envolvendo hospitais desde o fim de fevereiro.
Antes dos ataques aéreos entre Estados Unidos, Israel e Irã, a média diária de ataques a serviços de saúde era de cerca de 3,7 em todo o mundo. Atualmente, esse total sobe para 4,3 ataques por dia, segundo a OMS. A gravidade aumenta quando a assistência médica é mais necessária.
O estudo aponta impactos diretos: 50 hospitais e centros de saúde privados fechados e 16 estruturas danificadas na região. Tedros Adhanom ressaltou casos no Líbano, com 149 ataques registrados ao sistema de saúde.
Região do Líbano e ações de combate
No Líbano, mais de 2.500 pessoas morreram em ataques aéreos desde 2 de março, após a ofensiva de retaliação de Israel contra posições do Hezbollah. O Escritório de Direitos Humanos da ONU considera que ataques contra civis e profissionais de saúde podem configurar crimes de guerra.
Outras frentes de violência
Israel nega mirar profissionais de saúde; afirma mirar posições do Hezbollah. No Irã, foram reportados 26 ataques a instalações de saúde desde o fim de fevereiro. Em Gaza, apenas um hospital permanece totalmente funcional, e, no Sudão, apenas 54% dos hospitais operam plenamente.
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