O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como excelente notícia a retirada dos Emirados Árabes Unidos da Opep, anunciada recentemente. Segundo ele, a decisão pode colaborar para a queda dos preços do petróleo, que subiram com a guerra no Irã.
Trump afirmou, ainda, que os Emirados podem buscar um caminho próprio fora da Opep e da aliança Opep+. O presidente dos EUA disse que o seu governo enfrenta problemas com o cartel, sem detalhar quais seriam.
Os Emirados Árabes Unidos devem deixar oficialmente o grupo de maiores produtores de petróleo em 1º de maio, dissociando-se das decisões coletivas de produção. O governo justificou a saída por interesses nacionais e por atender às necessidades urgentes do mercado, citando o bloqueio no estreito de Ormuz.
Reação russa e cenário da Opep
A Rússia informou, nesta quarta-feira, que não planeja deixar o cartel. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a retirada não foi anunciada pelo país e destacou o respeito pela decisão soberana dos Emirados. Também elogiou a postura de cooperação bilateral com os Emirados.
Peskov ressaltou que Moscou vê o diálogo com os Emirados como positivo para a coordenação energética. Sobre a Opep, o governo russo continua otimista quanto à estabilidade do cartel, destacando o papel do formato para reduzir oscilações de preços.
A Rússia registrou queda de cerca de 45% na receita com exportação de petróleo nos dois primeiros meses do ano, mas tem se beneficiado da alta recente dos preços, influenciada pela tensão na região.
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