A Bloomberg informou nesta quarta-feira (29) que o Comando Central dos EUA pediu enviar o míssil hipersônico Dark Eagle para o Oriente Médio. Se aprovado, será a primeira implantação do armamento no teatro de operações da região. A motivação seria ampliar o alcance de ataques contra lançadores de mísseis no Irã.
O pedido ocorre em meio a debates sobre uso militar de armas hipersônicas, com a possível finalidade de atingir alvos distantes. A ideia é aumentar a capacidade de resposta dos EUA frente a ocorrências com mísseis balísticos observadas na região.
O projeto Dark Eagle é fruto de esforço conjunto entre a Marinha e o Exército dos EUA, iniciado em 2017. Em 21 de dezembro, o Exército anunciou um contrato de produção no valor de 2,7 bilhões de dólares. A produção total prevista pode cair devido a fases de desenvolvimento.
Detalhes do contrato e custo
Estima-se que o custo unitário de cada míssil seja próximo de 40 milhões de dólares, o que indicaria a produção de cerca de 67 unidades. Contudo, esse número pode reduzir-se na prática por conta de etapas adicionais de aperfeiçoamento.
Segundo o Calibre Defence, o Dark Eagle utiliza um veículo planador hipersônico feito pela Dynetics, lançado por um propulsor de dois estágios da Lockheed Martin, atingindo o apogeu e retornando a velocidades elevadas.
O alcance informado é de cerca de 3,5 mil quilômetros, o que permitiria cobrir distâncias entre a China continental e Guam, conforme apresentação citada pelo tenente-general Francisco Lozano a autoridades do governo.
Segundo a publicação, o míssil carrega explosivo equivalente a 14 kg para liberação de projéteis, que podem causar danos em área equivalente a um campo de futebol.
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