Os Estados Unidos pretendem formar uma coalizão internacional para restaurar a circulação de navios no Estreito de Ormuz, após o fim dos confrontos na região, segundo a agência Reuters.
A Reuters teve acesso a um telegrama do Departamento de Estado divulgado nesta semana, que confirma a aprovação do secretário de Estado, Marco Rubio, ao Mecanismo de Liberdade Marítima, o MFC.
O MFC é apresentado em duas frentes: uma liderança diplomática pelo Departamento de Estado para atuar como centro junto a países parceiros e à indústria de navegação; outra, sob o Departamento de Defesa, para coordenar o tráfego marítimo em tempo real a partir do Comando Central dos EUA, na Flórida.
Segundo o telegrama, o objetivo é criar uma arquitetura de segurança marítima no Oriente Médio para garantir a segurança energética no longo prazo e proteger infraestruturas críticas, mantendo direitos e liberdades de navegação.
As embaixadas americanas receberam instruções para compartilhar a nota com países parceiros até sexta-feira, dia 1º. Estão citados pela mensagem, de forma não exaustiva, Rússia, China, Bielorrússia e Cuba, além de outros adversários dos EUA, que não devem ser incluídos.
Participação na coalizão pode ocorrer por meio de diplomacia, compartilhamento de informações, sanções, presença naval ou outros tipos de apoio, segundo o telegrama. O MFC é apresentado como distinto de outras pressões ou negociações em curso.
O Estreito de Ormuz tem visto redução no tráfego desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O Irã também sinalizou que a reabertura depende do fim definitivo da guerra com os EUA e Israel.
Nos últimos dias, os EUA ampliaram o controle sobre portos iranianos por meio de bloqueio marítimo para pressionar negociações. O presidente Donald Trump afirmou, em ligação a executivos, que pode manter o bloqueio por meses se necessário, conforme relatos da imprensa.
Funcionamento do MFC
O MFC dividirá funções entre diplomacia e operações navais, com coordenação entre Washington e parceiros. A iniciativa busca estabelecer canais de comunicação contínuos com embarcações que trafegam por Ormuz.
Ainda não há detalhes sobre participação de cada país ou sobre critérios de adesão, mas a proposta destaca cooperação para manter rotas vitais abertas e seguras. A coordenação em tempo real é apontada como peça central.
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