O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o relógio para a aprovação do Congresso na guerra entre EUA e Irã estaria pausado por conta do atual cessar-fogo. A declaração ocorreu durante perguntas de senadores na quinta-feira.
Segundo a leitura de autoridades da administração, as hostilidades com o Irã teriam sido encerradas, com um cessar-fogo em vigor desde o início de abril. Apesar disso, não houve acordo de longo prazo; o estreito de Hormuz permanece essencialmente fechado, com impactos econômicos globais.
Na sabatina, Hegseth afirmou: estamos em cessar-fogo agora e, na nossa leitura, a contagem de 60 dias fica pausada durante o cessar-fogo. O senador democrata Tim Kaine contestou, sugerindo que o prazo legal pode vencer amanhã e levantar questões judiciais para a administração.
Contexto legal e desdobramentos
A Lei de Poderes de Guerra exige que o presidente encerre o uso de forças armadas dentro de 60 dias, salvo autorização formal de guerra ou extensão autorizada pelo Congresso, o que pode ocorrer por até 30 dias para retirada rápida de tropas. A norma foi criada em 1973 para limitar ações militares sem aprovação parlamentar.
Um alto funcionário da administração afirmou que, para a Lei de Poderes de Guerra, as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro teriam terminado. Também destacou a extensão do cessar-fogo inicial de duas semanas e que não houve troca de tiros entre EUA e Irã desde 7 de abril.
Conforme a BBC, com parceiro nos EUA, CBS News informou que autoridades da administração estavam em conversas ativas com membros do Congresso para obter autorização para formalizar o conflito.
Cenário no Capitol Hill e posição partidária
No Congresso, tentativas lideradas pelos democratas para restringir o presidente enfrentaram resistência entre a maioria republicana. Demócratas continuam buscando registrar a posição sobre o uso de força, enquanto alguns republicanos sinalizam possibilidade de revisão após o prazo de 60 dias.
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