O Pentágono assinou acordos com sete grandes empresas de IA para integrar tecnologias de inteligência artificial em sistemas militares confidenciais. As parcerias, anunciadas nesta sexta-feira, envolvem SpaceX, OpenAI, Google, Nvidia, Reflection, Microsoft e Amazon Web Services. Anthropic ficou de fora do acordo.
Segundo a divulgação oficial, as firmas vão se conectar aos sistemas mais sensíveis do Departamento de Defesa, usados no planejamento de missões, orientação de armas e outras funções críticas. A Anthropic, que tem disputas com o DoD sobre salvaguardas de uso, não participa do acordo.
A ação faz parte de uma estratégia do governo para criar uma “força de combate com prioridade na IA” com uso ampliado de dados, compreensão situacional e apoio à decisão. A plataforma GenAI.mil já é utilizada por mais de 1,3 milhão de membros do DoD, gerando milhões de instruções em poucos meses.
Em relação aos modelos, empresas envolvidas combinam código fechado e código aberto. Fontes próximas ao tema indicam que Nvidia e Reflection forneceriam modelos abertos, expandindo a flexibilidade operacional do Pentágono.
Comentários públicos sobre o acordo foram limitados. Um porta-voz da AWS afirmou apoio à modernização das Forças Armadas por meio da IA; as demais empresas não responderam de imediato.
Contexto adicional aponta que, na semana anterior, o presidente dos EUA mencionou a possibilidade de outro entendimento com a Anthropic, após encontros com o CEO da empresa. O debate dentro do governo segue a linha de diversificar parcerias para reduzir dependência de um único fornecedor.
Protestos internos já marcaram o cenário: funcionários da Google pediram, recentemente, que a empresa rejeitasse o acordo com o Pentágono. A companhia já enfrentou controvérsias relacionadas a projetos militares anteriores.
O anúncio ocorre no momento em que o DoD busca acelerar a adoção de IA para operações confidenciais, reforçando a cooperação com empresas do setor tecnológico mundial. A divulgação não detalha valores nem contratos específicos. Fonte: AFP.
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