Um homem de 36 anos foi preso na quarta-feira 29, após atacar uma freira francesa em Jerusalém no dia anterior. O ataque ocorreu no Monte Sião, próximo ao Túmulo do Rei Davi, e foi classificado como vergonhoso pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel.
A polícia divulgou imagens que mostram o momento em que o agressor persegue a religiosa de 48 anos, a empurra ao chão e a agride com chutes. A vítima sofreu ferimentos no rosto. O suspeito foi detido horas depois do ataque e será investigado por agressão com motivação racista.
Conduta policial e resposta oficial
A Polícia de Israel informou que trata com seriedade qualquer ataque contra membros do clero e comunidades religiosas, adotando uma política de tolerância zero contra violência. O comunicado reforça o compromisso de proteger comunidades e responsabilizar os responsáveis.
Repercussões internacionais e acadêmicas
O consulado francês condenou o ato e pediu que o agressor seja levado à justiça. O padre Olivier Poquillon, diretor da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica de Jerusalém, afirmou que a freira é pesquisadora da instituição. A Universidade Hebraica de Jerusalém expressou solidariedade à parceira acadêmica.
Contexto e monitoramento
A universidade regional ressaltou que o ocorrido não é isolado, mas parte de um padrão de hostilidade crescente contra a comunidade cristã e seus símbolos. Um relatório do Rossing Center aponta aumento da animosidade contra o cristianismo na Cidade Velha, associado a polarização política ultranacionalista.
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