Friedrich Merz, chanceler alemão, afirmou que os Estados Unidos são o parceiro mais importante para a Otan, em entrevista à ARD que será exibida neste domingo. A declaração reforça a visão de Berlim sobre a aliança transatlântica.
A fala ocorre dois dias após os EUA anunciarem a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, em meio a uma crise diplomática ligada à guerra no Oriente Médio. A decisão foi recebida com cautela por autoridades alemãs e aliados da Otan.
Merz foi questionado se a medida tinha relação com a estratégia de Donald Trump no Irã; o chanceler negou qualquer vínculo. A conversa se dá em meio a tensões recentes entre Washington e Berlim sobre apoio à guerra no Oriente Médio.
Retirada de tropas e impactos
O Pentágono informou que a retirada de 5 mil militares deve ocorrer em até 12 meses. Uma brigada de combate deve sair do país, conforme fonte da imprensa; um batalhão de artilharia de longo alcance não será deslocado ainda neste ano.
A redução visa devolver o número de tropas dos EUA na Europa a níveis próximos aos de 2022, antes do aumento provocado pela invasão da Ucrânia. Berlim continua como principal base militar americana na Europa, com milhares de integrantes em serviço.
Reações e cenário
Trump indicou que pode responder com ações contra países da Otan, incluindo medidas de realocação de tropas para apoiadores da ofensiva no Irã. Em redes sociais, o presidente sugeriu avaliar retiradas adicionais.
No âmbito europeu, Espanha e Itália adotaram posições mais restritivas. A Espanha fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra; a Itália negou o uso de uma base na Sicília para operações de combate.
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