O tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista espanhol Saif Abu Keshek. A prorrogação vale até 5 de maio. Eles foram interceptados na noite de quarta-feira a bordo de uma flotilha com destino a Gaza e levados para Israel.
Mais de 100 ativistas pró-palestinos a bordo dos barcos foram levados para a ilha grega de Creta. Ávila e Abu Keshek foram apresentados ao tribunal, que autorizou a nova detenção para investigações em curso.
Brasil e Espanha divulgaram uma declaração conjunta na sexta-feira, condenando a detenção como ilegal. A ação integra a resposta dos governos ao episódio da flotilha da Global Sumud, que buscava levar ajuda humanitária a Gaza.
Situação jurídica e acusações
As autoridades israelenses solicitaram prorrogação de quatro dias sob suspeitas que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra e associação a uma organização terrorista, entre outros crimes. O grupo de direitos Adalah atua na defesa dos ativistas.
A advogada Hadeel Abu Salih afirmou que os acusados negam as acusações e sustentou que a detenção carece de jurisdição. Ela informou ao tribunal que a missão buscava apoiar civis em Gaza, não grupos militantes.
Segundo Abu Salih, Ávila e Abu Keshek foram submetidos a violência no deslocamento para Israel, permanecendo algemados e vendados até a manhã de quinta-feira. O Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que a atuação foi necessária para evitar obstrução física.
As autoridades israelenses não comentaram a reclassificação da prisão, mas ressaltaram que todas as medidas são legais, dentro do marco processual vigente. A comunidade internacional acompanha o desenrolar do caso.
Fontes: Reuters, Adalah, Agência Brasil.
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