Moses Stulzoft Olitzki, nascido em 1928 em Kaunas, Lituânia, morreu em 2024 sob outro nome, deixando a marca de um empresário que sonhou em criar um país. Sobreviveu ao Holocausto e chegou aos EUA em 1947, onde recomeçou a vida em Carson, Nevada.
Nos anos 1960, Olitzki virou Michael Oliver, uma figura ligada ao libertarianismo. Em 1968 publicou um manifesto ambicioso: criar uma nação livre de burocracias estatais e imposto. A ideia ganhou eco entre segmentos descontentes com o tamanho do aparato estatal.
Entre 1968 e 1971, Oliver percorreu várias regiões buscando apoio para um novo país. Foram Bahamas, Caribe, Suriname, Guiana Francesa, Honduras e Oceania, sempre em busca de território sem soberania reconhecida. Nada disso se traduziu em um Estado soberano.
Minerva e a Ilha Artificial
Em 1971 ele enviou uma draga da Austrália ao Pacífico Sul para erguer uma ilha artificial, cobrindo um recife. Em 1972, declarou a República de Minerva, enviando cartas a mais de 100 nações. Ninguém reconheceu o novo país, mas a bandeira foi hasteada.
Os Recifes de Minerva ficam entre Fiji e Tonga. Tonga negou reconhecimento e, com apoio de Fiji, ocupou os atóis, hasteando a bandeira tonganesa. As Forças de Tonga somam cerca de 750 militares, impedindo a consolidação do estado libertário.
O fim das aspirações e novas tentativas
Em 1973 Olitzki tentou instaurar um Estado libertário nas Ilhas Ábaco, Bahamas, com apoio de diversos grupos. A população local não aceitou a proposta, e o esforço fracassou.
Em 1980, Olitzki apoiou movimentos em Vanuatu, buscando emancipação na ilha Espírito Santo, que resultaria em Republica de Vemerana. A intervenção de Papua-Nova Guiné reprimiu o movimento. Em 1982, americanos lideraram outra tentativa na Minerva, que fracassou diante das forças tonganesas.
Entre as diversas tentativas, Oliver e seus associados chegaram a cogitar 11 locais, mas não obtiveram reconhecimento internacional nem soberania estável. As operações foram encerradas sem êxito.
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