Na Agência: negociações sobre uma taxa global de emissões do transporte marítimo não avançaram na Organização Marítima Internacional (IMO) durante a reunião em Londres, na última sexta-feira, 1º de maio. Partes envolvidas incluem os EUA, a IMO e grandes players como China e União Europeia, buscando reduzir a poluição dos combustíveis fósseis e avançar rumo ao net zero em 2050.
A proposta em pauta prevê uma taxa entre US$ 150 e US$ 300 por tonelada de dióxido de carbono equivalente, aplicada às emissões do combustível marítimo. A arrecadação seria gerida por um Fundo Net Zero da própria IMO, com fundos voltados a pesquisas, infraestrutura de combustíveis alternativos e transição para países marítimos em desenvolvimento.
Entre os participantes, países como Libéria, Panamá e Grécia passaram de apoio à taxa para tentativas de revogar novas regulamentações. O Financial Times aponta os EUA como principal obstáculo à implementação, em confronto com China e UE.
Os EUA sustentam três argumentos centrais: a taxação seria um imposto sobre consumidores e exportadores, a IMO não teria autoridade legal para impor a medida, e haveria discriminação econômica contra produtores de combustíveis fósseis, incluindo os EUA, maior exportador de LNG e petróleo.
Houve divulgação de correspondência diplomática privada pela imprensa, destacando que Washington condiciona a posição a objeções mais amplas à política climática da UE, como o CBAM e o SCE aplicados ao transporte marítimo. O governo americano sinalizou possíveis medidas comerciais retaliatórias caso as regras do SCE afetem navios de bandeira norte-americana atracando na Europa.
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