A Procuradoria de Roma abriu uma investigação por sequestro de pessoas após a interceptação de barcos da Flotilha para Gaza por forças israelenses. A ação ocorreu na quinta-feira, 30 de abril, em águas internacionais próximas a Creta.
Segundo relatos, o crime envolve Saif Abu Keshek, espanhol, e Thiago Ávila, brasileiro, que estavam em uma embarcação de bandeira italiana quando foram detidos em Israel. A prisão ocorreu durante a operação contra a flotilha.
Um tribunal israelense prorrogou a detenção dos ativistas por mais dois dias, conforme decisão divulgada no último fim de semana. A intervenção gerou várias denúncias internacionais sobre a legalidade da ação.
A flotilha, organizada pela Global Sumud Flotilla, envolve quase 20 barcos e mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades. Os organizadores buscavam romper o bloqueio de Gaza, com passagem pela região norte do mar Mediterrâneo.
A operação, descrita como pacífica por Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza e a uma distância considerável das costas israelenses, em águas internacionais perto de Creta.
Historicamente, casos semelhantes já geraram investigações pela Procuradoria de Roma. Em 2025, a primeira viagem da iniciativa resultou na detenção de centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, ainda que o desfecho tenha seguido com expulsões posteriores.
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