A Rússia adotou uma nova tática nos ataques à Ucrânia nas últimas semanas: além de ataques noturnos, promove ofensivas com centenas de drones durante o dia. O objetivo é ampliar o impacto e aumentar o medo entre civis.
Na sexta-feira, 1º de maio, foram enviados mais de 200 drones durante a noite e cerca de 400 ao longo do dia. Zhytomyr e Ternopil, no oeste do país, foram os principais alvos. Cerca de cinquenta drones danificaram infraestruturas energéticas e ferroviárias, deixando pelo menos 12 feridos.
Drones FPV, com câmera em tempo real, também foram observados na linha de frente. Esses dispositivos são menores, mas carregam explosivos e mantêm a pressão sobre tropas e civis em áreas próximas aos conflitos.
Em Kherson, cidade que ficou sob ocupação russa até 2022, civis continuam sob risco. No sábado, dois mortos e sete feridos ocorreram após ataque de drone contra um micro-ônibus.
Um relatório da ONU aponta aumento de vítimas civis em 2026. Em março, houve alta de 49% em relação ao mês anterior, com 211 mortos e 1.206 feridos, a maioria em ataques de curta ou longa distância.
Luta contra os drones
Redes antidrone foram instaladas sobre estradas e cidades próximas à linha de frente para conter drones FPV. O sistema é simples, porém lento para cobrir trechos extensos.
Para drones de longo alcance como o Shahed, o principal, a interceptação chega a mais de 85%. A Ucrânia desenvolve interceptadores para ampliar essa capacidade.
Drones de longo alcance atraem interesse de outros países, incluindo Estados do Golfo, que buscam neutralizar aparelhos usados por Irã em ataques aéreos.
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