O governo dos EUA lançou uma operação para orientar navios presos no Golfo, na passagem de Hormuz, por uma rota sul, enquanto o Irã afirma que qualquer trânsito precisa ser coordenado com suas forças armadas. O anúncio ocorreu como uma iniciativa de ajuda humanitária para centenas de embarcações retidas desde o início do conflito.
O tema, apresentado pelo presidente Donald Trump como Projeto Liberdade, promete apoio logístico sem a obrigatoriedade de escoltas navais, segundo relatos. O Comando Central dos EUA informou que a missão contará com recursos militares na região, incluindo destróieres de missiles guiados, aeronaves e drones, além de 15 mil soldados, com foco em coordenação diplomática.
Novo corredor seguro
Na segunda-feira, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) disse ter criado uma área de segurança ampliada ao sul das rotas de tráfego habituais através do estreito. A rota alternativa passaria por águas territoriais de Omã, com instruções de comunicação por rádio para coordenação com autoridades locais devido ao alto tráfego previsto.
O Irã reiterou que navios devem coordenar com as Forças Armadas iranianas para transitar pelo estreito. O general Ali Abdollahi informou que, caso contrário, não haverá segurança para as embarcações, citando a necessidade de evitar riscos para a navegação.
Reação internacional e cenário
Não ficou claro quantas embarcações optaram pela rota sugerida pelos EUA. Representantes do setor destacaram que o Irã já havia declarado que transgressões seriam consideradas violações do cessar-fogo vigente. Observadores pediram cautela diante do cenário de tensões persistentes no Golfo.
O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a reabertura do estreito requer coordenação entre EUA e Irã, sem envolvimento francês direto, segundo balanço feito durante encontro de líderes europeus. A situação envolve mais de 850 navios retidos e cerca de 20 mil tripulantes, com preocupações sobre o bem-estar dessas pessoas.
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