Austrália anunciou que um grupo de 13 mulheres e crianças ligados ao Estado Islâmico (IS) já comprou passagens para retornar ao país. O governo informou que não oferecerá auxílio às quatro mulheres e nove crianças que passaram anos em um campo na Síria. O grupo faz parte de um conjunto maior, estimado em 34 pessoas, incluindo esposas, viúvas e filhos de combatentes do IS.
Segundo o Comissário da Polícia Federal Australiana (AFP), Krissy Barrett, ao chegar ao país, alguns integrantes deverão ser presos e processados. A confirmação ocorreu após a reserva de passagens ser realizada poucas horas antes.
O grupo maior deixou o campo em fevereiro, mas retornou por motivos técnicos, com o governo australiano recusando o repatriamento oficial. As autoridades afirmam que indivíduos que cometam crimes enfrentarão a full força da lei.
Quem está envolvido
Entre os 34 integrantes, 23 são crianças. O retorno envolve membros da família de combatentes do IS que residiam no acampamento de al-Roj, no norte da Síria, desde 2019, quando o IS foi expulso de sua última posição no país.
Quando e por quê
A reaproximação ocorreu após a confirmação de que as passagens foram adquiridas, o que acionou um alerta imediato das autoridades. O governo destaca limitações reais sobre a possibilidade de impedir o retorno de cidadãos.
O que acontece a seguir
As crianças retornadas deverão passar por programas de integração comunitária, suporte terapêutico e iniciativas de combate à extremismo violento. O chefe da agência de inteligência australiana afirmou que o retorno receberá atenção e, se houver sinais de preocupação, ações em conjunto com a polícia serão tomadas.
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