O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a prisão do brasileiro Thiago Ávila como injustificável, envolvendo-o na flotilha Global Sumud, que visava romper o bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza. A declaração foi publicada nas redes sociais nesta terça-feira, 5, gerando preocupação internacional.
Ávila e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, foram detidos na semana passada perto da costa da Grécia e levados a Israel, onde respondem pela detenção. Israel sustenta que ambos possuem vínculos com organizações associadas ao Hamas, acusação que os ativistas negam. A detenção teve prorrogação judicial de dois dias, validada pelos tribunais israelenses no último fim de semana.
A flotilha Global Sumud reuniu inicialmente cerca de 50 embarcações com o objetivo de romper o bloqueio imposto a Gaza, conforme organizadores. O Ministério das Relações Exteriores de Israel aponta que Ávila e Keshek teriam ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização apontada pelo Departamento do Tesouro dos EUA como ligada ao Hamas.
Contexto e desdobramentos
Lula afirmou que a detenção em águas internacionais configura afronta ao direito internacional e disse que o governo brasileiro, junto ao espanhol, exige garantias de segurança aos ativistas e a sua libertação imediata. A posição envolve também um futuro desdobramento diplomático com a Espanha, país que também detém um ativista detido.
A notícia permanece em evolução, com as autoridades israelenses mantendo o controle sobre o andamento dos casos, enquanto organizações internacionais acompanham o desdobramento. O objetivo da flotilha, segundo seus organizadores, é facilitar o acesso humanitário a Gaza.
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