O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou na terça-feira (5) a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, da Flotilha Global Sumud, por mais seis dias. A custodiar alega crimes de terrorismo após a prisão em águas internacionais na última quinta-feira (30). A prorrogação ocorre após uma primeira extensão no domingo (3), em meio a uma investigação considerada complexa.
Mais de cem ativistas interceptados pela flotilha permanecem detidos, com 175 pessoas em operação anterior que visava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A intervenção ocorreu após parte dos barcos terem sido interceptados em águas próximas à Grécia, segundo a imprensa regional.
Representação legal e acusações
O centro jurídico Adalah, que representa Ávila e o ativista Saif Abukeshek, afirma que a audiência durou cerca de meia hora e que o Shin Bet solicitou a nova prorrogação. Ambos negam vínculos com o Hamas, conforme informações da defesa.
A defesa sustenta que a interceptação da flotilha foi ilegal. Ávila relata interrogatórios longos, com ameaças de prisão perpétua e restrições severas, segundo a defesa. Autoridades israelenses não se pronunciaram sobre as acusações ou os relatos de maus-tratos.
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