Donald Trump minimizou a capacidade militar do Irã ao comentar, no Salão Oval, o que poderia configurar violação do cessar-fogo vigente. Segundo ele, Teerã sabe o que não fazer. O presidente ressaltou que o Irã, de forma privada, busca um acordo, apesar da retórica pública agressiva.
O chefe da Casa Branca afirmou que o Irã deveria hastear uma bandeira branca de rendição em público, ao mesmo tempo em que elogiou o bloqueio naval americano aos portos iranianos na região, dizendo que a medida é eficaz e não deve ser desafiada.
No mesmo dia, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, manteve a narrativa de que o cessar-fogo continua em vigor, mesmo com ações militares ocorridas na véspera no Golfo. O governo disse ter respondido a incidentes com navios comerciais e ativos no espaço marítimo da região.
Confrontos recentes envolvendo o Golfo levaram os EUA a relatar o afundamento de seis pequenas embarcações iranianas, bem como a interceptação de mísseis de cruzeiro e drones. As ações ocorreram após o envio de forças para proteger petroleiros retidos em Ormuz, como parte do chamado Projeto Liberdade.
Fontes das operações mencionadas indicaram episódios de explosões ou incêndios em navios mercantes no Golfo, além de um ataque a um porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos, onde fica uma base militar dos EUA. A cadeia de eventos mantém a região sob tensão.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, informou que desde o início do cessar-fogo, em 7 de abril, houve nove ataques a embarcações comerciais e a apreensão de dois navios porta-contêineres. Segundo ele, ataques contra forças americanas ocorreram mais de 10 vezes, mas não houve retomada de grandes operações de combate no momento.
Ormuz continua sob bloqueio, interrompendo o trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial. A restrição elevou, nas últimas semanas, os preços globais de energia, refletindo a instabilidade regional.
A situação nos Estados Unidos permanece sob escrutínio político, com impactos reportados nas eleições de meio de mandato. Pesquisas recentes indicam desaprovação elevada de Trump, com investidores e a população avaliando de forma desfavorável a condução do conflito e seus reflexos econômicos.
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