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Governo norueguês é criticado pela reabertura de campos de gás no Mar do Norte

Governo da Noruega enfrenta críticas por reabrir campos de gás no Mar do Norte e abrir 70 novas áreas de exploração, gerando acusações de greenwashing

Norway’s Ekofisk oil field in the North Sea, pictured in 2019. The nearby Vest Ekofisk gas field is one of three the government plans to reopen.
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O governo norueguês aprovou a reabertura de três campos de gás no Mar do Norte quase 30 anos depois do fechamento, para suprir lacunas de energia ampliadas pela guerra no Oriente Médio. Além disso, a administração de esquerda autorizou a exploração em 70 novas áreas nas águas do país.

Os campos Albuskjell, Vest Ekofisk e Tommeliten Gamma estavam inativos desde 1998. O governo planeja investir 19 bilhões de coroas até o fim de 2028 para retomar a produção, que deve seguir até 2048. O gás será enviado por gasoduto à Alemanha e o óleo leve ao Reino Unido.

A decisão ocorre em meio a um aumento de preços de petróleo e gás desde ataques recentes na região, e contrasta com recomendações de autoridades ambientais. A medida gerou críticas de setores progressistas que a consideram inadequada ao meio ambiente.

Repercussões políticas

Lars Haltbrekken, do Partido Socialista de Esquerda, classificou a decisão como insensata e acusou o governo de greenwashing. Segundo ele, o governo desrespeita pareceres ambientais de seus especialistas e expõe áreas naturais vulneráveis a riscos.

Do lado das empresas, a estatal Equinor projeta desenvolver o campo Rosebank, enquanto a Shell aguarda decisão sobre o projeto Jackdaw. A ampliação de áreas de exploração também foi recebida com preocupação por grupos ambientais e pela oposição britânica.

A iniciativa visa ampliar a produção de petróleo e gás da Noruega, com uma visão de segurança energética europeia a longo prazo. A ministra de Energia, Terje Aasland, destacou a importância de manter entregas estáveis, especialmente após a invasão russa na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio.

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