O governo norueguês aprovou a reabertura de três campos de gás no Mar do Norte quase 30 anos depois do fechamento, para suprir lacunas de energia ampliadas pela guerra no Oriente Médio. Além disso, a administração de esquerda autorizou a exploração em 70 novas áreas nas águas do país.
Os campos Albuskjell, Vest Ekofisk e Tommeliten Gamma estavam inativos desde 1998. O governo planeja investir 19 bilhões de coroas até o fim de 2028 para retomar a produção, que deve seguir até 2048. O gás será enviado por gasoduto à Alemanha e o óleo leve ao Reino Unido.
A decisão ocorre em meio a um aumento de preços de petróleo e gás desde ataques recentes na região, e contrasta com recomendações de autoridades ambientais. A medida gerou críticas de setores progressistas que a consideram inadequada ao meio ambiente.
Repercussões políticas
Lars Haltbrekken, do Partido Socialista de Esquerda, classificou a decisão como insensata e acusou o governo de greenwashing. Segundo ele, o governo desrespeita pareceres ambientais de seus especialistas e expõe áreas naturais vulneráveis a riscos.
Do lado das empresas, a estatal Equinor projeta desenvolver o campo Rosebank, enquanto a Shell aguarda decisão sobre o projeto Jackdaw. A ampliação de áreas de exploração também foi recebida com preocupação por grupos ambientais e pela oposição britânica.
A iniciativa visa ampliar a produção de petróleo e gás da Noruega, com uma visão de segurança energética europeia a longo prazo. A ministra de Energia, Terje Aasland, destacou a importância de manter entregas estáveis, especialmente após a invasão russa na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio.
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