Dois suspeitos israelenses foram acusados de corrupção, espionagem agravada e obstrução de justiça por supostamente usar informações classificadas para apostar no momento de operações militares em Polymarket. As apostas ocorreram entre junho de 2025 e janeiro de 2026, envolvendo Israel e Irã. Os casos estão ligados a operações militares que provocaram ampla repercussão regional.
Segundo a acusação, um homem de 30 anos, identificado apenas como Omer Ziv, de Tel Aviv, e um major da reserva da Força Aérea Israelense teriam colaborado para lucrar com essas apostas. Ziv utilizaria diversas contas na plataforma Polymarket para colocar apostas com seus próprios recursos, enquanto o major forneceria informações sigilosas sobre o timing das ações.
A investigação levou a prisão dos dois em fevereiro, com a solicitação de manter os suspeitos presos até o fim do processo. Em Israel, 45 testemunhas foram convocadas para depor, e o caso tramita em segredo de justiça, sujeito a decisões judiciais sobre o alcance da divulgação de informações.
Até o momento, a identidade do segundo suspeito permanece sob sigilo por questões de segurança nacional. A defesa de ambos ainda não apresentou manifestações públicas. O Ministério Público afirmou que há indícios de uso de informações não públicas para lucrar com as apostas, que teriam totalizado mais de 150 mil dólares em ganhos durante o período analisado.
Os relatos apontam que as apostas teriam sido feitas em várias contas criadas especificamente para esse fim, com mensagens trocadas entre os envolvidos. Em uma das etapas, o major teria sido informado de que uma operação ocorreria antes da meia-noite, levando Ziv a intensificar as apostas.
O caso reacende debates sobre o papel de mercados de previsão em contextos de conflito. Especialistas ressaltam riscos de uso de informações sensíveis para ganhos financeiros, em meio a uma crescente preocupação com práticas de insider trading nesses ambientes digitais. A defesa avalia apresentar argumentos sobre irregularidades no inquérito e condução da investigação.
Fontes próximas ao processo informam que, além de este caso, outros reservistas também foram presos por suspeitas similares, mas foram liberados. O andamento do julgamento ainda depende de novas audiências e da apresentação de provas. O portal não recebeu respostas oficiais dos representantes legais dos investigados.
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