O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira a nova estratégia nacional de contraterrorismo, que coloca o combate aos cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental como prioridade de segurança.
A assinatura ocorreu um dia antes do encontro entre Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para quinta-feira na Casa Branca. O tema pode entrar na pauta, segundo autoridades.
A estratégia, com 16 páginas, é a primeira diretriz desse tipo no segundo mandato de Trump. O documento ressalta que o tráfico de drogas tem custo humano elevado para os EUA, superando perdas em conflitos militares desde a Segunda Guerra.
Além de cartéis, o documento amplia o conceito de terrorismo para incluir grupos extremistas com capacidade de ataque, além de organizações que busquem armas de destruição em massa. Também prevê considerar como terroristas grupos políticos violentos, como o movimento Antifa.
O governo já designou como organizações terroristas estrangeiras cartéis da América Latina, entre eles o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, com possibilidade de ampliar essa lista.
A mudança contrasta com o enfoque do governo do presidente Joe Biden, que priorizava o combate ao extremismo de direita e a violência de supremacistas brancos.
Contexto da estratégia
Analistas destacam que a ênfase nos cartéis pode impactar cooperações regionais e a forma como Washington classifica facções criminosas. O documento aponta ganhos potenciais na cooperação de inteligência e operações transnacionais.
Especialistas indicam que a medida pode exigir alinhamento com políticas de cooperação regional para evitar disputas diplomáticas, principalmente com países que já enfrentam violência de tráfico de drogas.
Encontro entre Trump e Lula
O encontro entre Trump e Lula deverá tratar de temas econômicos e de segurança de interesse comum, segundo um funcionário da Casa Branca. O encontro ocorre em meio a tensões existentes entre os dois governos.
Brasília tem manifestado preocupações com ações americanas no Irã e em Cuba, além de mudanças diplomáticas recentes entre as duas delegações, como ajustes de agentes e credenciais de parte dessas representações.
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