Em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a Síria busca se consolidar como rota energética regional. O país ganha destaque por transporte terrestre de petróleo, oleodutos e cabos de dados, projetando conectar o Oriente Médio à Europa. A ideia surge como alternativa ao estreito de Ormuz, porém depende de avanços logísticos e políticos.
A rota síria ganha força após o bloqueio marítimo que interrompeu o escoamento de petróleo bruto vindo do Iraque, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes. A Deutsche Welle aponta que a Síria pode ligar produtores da região aos mercados europeus, reduzindo pressões inflacionárias associadas ao fechamento de rotas.
Em abril, Síria e Iraque reabriram fronteiras fechadas por mais de uma década, permitindo caminhões-tanque iraquianos rumo a portos no Mediterrâneo, conforme a DW. A medida sinaliza passos práticos para a implementação de ligações terrestres de petróleo entre os dois países.
Al Majalla, veículo saudita, cita documento vazado atribuído a Tom Barrack, no qual o diplomata americano defende uma ponte terrestre pela Síria. O plano envolve milhares de quilômetros de oleodutos conectando Golfo e Iraque aos mercados europeus, com etapas já em operação e outras em projeto.
Mudança de poder na Síria
Desde a liderança de Ahmad al-Sharaa no fim de 2024, o governo sírio tem se distanciado do Irã. Segundo a DW, as medidas incluem reforço das fronteiras e combate mais intenso ao contrabando de armas, moeda e drogas para grupos apoiados por Teerã no Iraque e no Líbano.
Al-Sharaa também aproximou-se dos Estados Unidos, iniciando um movimento diplomático para elevar a importância estratégica da Síria no Oriente Médio. Entre propostas, destacam-se mecanismos regionais de coordenação de segurança e a formação de um centro conjunto de operações com países do Golfo.
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