Durante a guerra no Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a sinalizar Cuba como alvo de sua política externa. Em março, ele disse que Cuba seria a próxima etapa, depois repetiu o comentário sem detalhar ações. As sanções já foram ampliadas.
No dia 1º de maio, Washington divulgou novas medidas contra Cuba, mirando pessoas e entidades associadas ao aparato de segurança cubano e a casos de corrupção ou violações de direitos humanos. A Casa Branca afirmou que pretende pressionar o regime sem definir milícias de ocupação.
Ricardo Zúniga, ex-integrante do Conselho de Segurança Nacional durante o governo Obama, afirmou em entrevista que uma intervenção militar não faz sentido. Ele reforçou que Cuba é nacionalista e que ocupação não é desejada nem pela população, nem pela oposição.
Aprofundamento sobre a crise cubana
Zúniga questiona a eficácia de endurecer sanções, lembrando que Cuba já sofreu com apagões e infraestrutura precária, agravados pela pressão externa. Segundo ele, a curva de pobreza se intensificou com as medidas e o bloqueio de petróleo.
Especialistas avaliam que uma ação militar pode ampliar a migração para os EUA e abrir espaço para o crime organizado em cenário de possível vácuo de poder. A prioridade, segundo o ex-conselheiro, seria a negociação em vez de pressão extrema.
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