HMS Dragon deve seguir para o Oriente Médio e pode integrar uma missão internacional para proteger o transporte no Estreito de Hormuz. A embarcação da classe Type 45 ficará em posição prévia na região, em preparação para uma operação de defesa.
O Ministério da Defesa descreveu a atuação como “defensiva e independente”, com o objetivo de contribuir imediatamente se for necessário. A missão no Hormuz seria de caráter defensivo, segundo o governo britânico.
Contexto estratégico: aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito globais passam pelo Estreito. Irã tem exercido controle sobre a passagem há meses, em retaliação a ataques dos EUA e de Israel. Um cessar-fogo parcial persiste desde abril, mas não há solução duradoura.
Contexto operacional
HMS Dragon é um dos seis destróieres Type 45 da Marinha britânica, dedicado a defesa anti-aérea e anti-míssil. O navio esteve no Mediterrâneo Oriental, atuando em operações defensivas para proteger bases britânicas, como em Chipre, após o ataque com drone iraniano a Akrotiri em março.
O MoD afirma que a missão no Oriente Médio oferece opções adicionais para uma operação defensiva multinacional em Hormuz. No mês passado, 51 países conversaram sobre proteção de transporte comercial na região.
Repercussões e posicionamento
Sir Keir Starmer, acompanhado de Emmanuel Macron, defende a missão, que só ocorreria se os combates cessarem. O governo britânico tem reiterado que não pretende se imiscuir no conflito, mantendo a posição de não apoiar bloqueio de portos iranianos.
HMS Dragon teve de ficar atracado recentemente em Chipre após um problema técnico considerado menor pelo MoD. A embarcação já se encontra preparada para eventual atuação na região, conforme planejamento estratégico.
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