O conflito entre Irã, EUA e Israel provocou mudanças na estrutura de comando do país. Segundo um relatório do New York Times, a liderança permanece nominalmente sob Mojtabá Khamenei, filho do aiatolá ali Khamenei, mas a prática se moveu para decisões compartilhadas com generais da Guarda Revolucionária. A guinada ocorre no contexto da guerra, com impactos diretos sobre decisões estratégicas.
A reportagem aponta que a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia de guerra e a escolha de Mojtabá como herdeiro inauguraram uma nova realidade de governança. Hoje, o papel de Mojtabá é aprovar ações já decididas por militares de linha dura, e não ditar ordens sozinho. A esfera religiosa passa a ter menos peso nas decisões.
O poder, portanto, tende a ficar mais fragmentado e militarizado, adotando um modelo de comando coletivo temporário. A saúde de Mojtabá é citada como fator crucial: ele estaria afastado e comunicando-se por cartas para evitar rastreamento. Os generais tradicionais influenciam medidas importantes, como o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques a países do Golfo.
Especialistas consultados destacam que é natural, em tempo de guerra, o fortalecimento das Forças Armadas. Mesmo com a manutenção de uma figura central, a ausência de autoridade religiosa plena pode reduzir o peso do clero sobre as decisões. O cenário aponta para uma atuação mais pragmática da Guarda Revolucionária, com possibilidade de maior rigidez interna e resposta firme a dissidências.
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