O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado que seu exército encara na Ucrânia uma força agressiva apoiada pela Otan. O discurso ocorreu durante a cerimônia do Dia da Vitória, em Moscou, com formato reduzido e trégua mediada pelos Estados Unidos.
O ato na Praça Vermelha durou 45 minutos e não exibiu armamentos. Ao contrário do ano passado, poucos líderes internacionais compareceram; estiveram aliados de Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia. A presença de Gabriela não foi confirmada.
A celebração coincidiu com a entrada em vigor de uma trégua de três dias entre Rússia e Ucrânia, anunciada na véspera pelo presidente estadunidense. A cerimônia enfrentou ameaça de ataques de drones por parte ucraniana.
Putin destacou que a vitória histórica inspira os soldados na operação na Ucrânia, afirmando que a causa russa é justa e que a vitória foi e será lembrada. A fala foi transmitida pela televisão estatal.
Segundo a imprensa, a Rússia controla cerca de 20% da Ucrânia, incluindo a Crimeia, após a anexação de 2014. A presença de tropas norte-coreanas em Moscou também foi mencionada pela cobertura televisiva.
O desfile começou às 10h locais (04h de Brasília) e terminou às 10h45, com forte esquema de segurança. O acesso à internet móvel ficou indisponível no centro, e ruas da capital ficaram vazias durante o evento.
Este ano, moradores de Moscou mostraram ceticismo sobre a paz. Acompanharam a cerimônia com relatos de frustração por interrupções de serviços e incerteza sobre o futuro do conflito na região.
Na agenda diplomática, as conversas entre Ucrânia e Estados Unidos retornaram à tona na Flórida, com expectativa de novas rodadas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou a chegada de enviados de Washington às próximas semanas.
A cerimônia, segundo a agência AFP, ocorreu em meio a uma trégua que permitiu a realização do evento com menor risco de ataque. A data de 9 de maio continua simbólica para a memória da Segunda Guerra Mundial.
Fonte: AFP.
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