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Analista: Putin não está disposto a fazer concessões na guerra da Ucrânia

Analista afirma que Putin não sinalizou concessões; fim da guerra é visto como estratégia, enquanto cessar-fogo falha e novos ataques persistem

O presidente russo, Vladimir Putin, em coletiva de imprensa em Moscou, em 9 de maio de 2026.
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Putin sinaliza possível fim da guerra na Ucrânia após críticas à Otan, mas ataques continuam. Em discurso de 9 de maio, o presidente russo disse estar convicto de que a causa russa é justa e criticou Kiev. Ainda no mesmo dia, afirmou que o conflito pode terminar em breve e afirmou disposição para conversar.

Analistas veem sinalizações com cautela. Ulrich Bounat, da Euro Créative, diz que a posição russa não indica concessões claras, apenas a busca de narrativa de encerramento. A população russa enfrenta impactos econômicos, o que pode pressionar o Kremlin por garantias de término.

Em Berlim, a proposta de Schröder como mediador é recebida com ceticismo. O governo alemão classifica a ideia como outra oferta irreal, ressaltando a necessidade de credibilidade e de teste com prorrogação da trégua. Autoridades destacam que qualquer mediador deve ser aceito pela Ucrânia.

Proposta de mediador

Schröder, amigo de Putin, é sugerido por Moscou como mediador. O governo alemão diz que a ideia não passa de uma leitura de intenções russas. Política alemã lembra que a escolha depende da Ucrânia e de aceitabilidade por Kiev.

Ataques continuam

Mesmo com o cessar-fogo anunciado nos Estados Unidos, ataques não cessaram. Ucrânia reporta 27 drones russos e quase 150 confrontos diários. Em Zaporíjia houve uma vítima e quatro feridos; Kharkiv, Kherson e Dnipro também registraram ferimentos. Fonte ucraniana aponta dezenas de ataques de artilharia.

O Estado-Maior ucraniano contabiliza 7.704 ataques de drones e 2.021 bombardeios de artilharia contra posições próprias nas últimas 24 horas. O Exército russo acusa Kiev de 676 disparos, 6.331 ataques de drones e oito ações de infantaria na linha de frente.

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