Putin sinaliza possível fim da guerra na Ucrânia após críticas à Otan, mas ataques continuam. Em discurso de 9 de maio, o presidente russo disse estar convicto de que a causa russa é justa e criticou Kiev. Ainda no mesmo dia, afirmou que o conflito pode terminar em breve e afirmou disposição para conversar.
Analistas veem sinalizações com cautela. Ulrich Bounat, da Euro Créative, diz que a posição russa não indica concessões claras, apenas a busca de narrativa de encerramento. A população russa enfrenta impactos econômicos, o que pode pressionar o Kremlin por garantias de término.
Em Berlim, a proposta de Schröder como mediador é recebida com ceticismo. O governo alemão classifica a ideia como outra oferta irreal, ressaltando a necessidade de credibilidade e de teste com prorrogação da trégua. Autoridades destacam que qualquer mediador deve ser aceito pela Ucrânia.
Proposta de mediador
Schröder, amigo de Putin, é sugerido por Moscou como mediador. O governo alemão diz que a ideia não passa de uma leitura de intenções russas. Política alemã lembra que a escolha depende da Ucrânia e de aceitabilidade por Kiev.
Ataques continuam
Mesmo com o cessar-fogo anunciado nos Estados Unidos, ataques não cessaram. Ucrânia reporta 27 drones russos e quase 150 confrontos diários. Em Zaporíjia houve uma vítima e quatro feridos; Kharkiv, Kherson e Dnipro também registraram ferimentos. Fonte ucraniana aponta dezenas de ataques de artilharia.
O Estado-Maior ucraniano contabiliza 7.704 ataques de drones e 2.021 bombardeios de artilharia contra posições próprias nas últimas 24 horas. O Exército russo acusa Kiev de 676 disparos, 6.331 ataques de drones e oito ações de infantaria na linha de frente.
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