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Brasileira lidera desenvolvimento de código para mineração em alto-mar

Letícia Carvalho comanda a ISA, buscando concluir o Código de Mineração do Fundo Marinho para regular exploração em águas profundas e impactos ambientais

Letícia Carvalho durante entrevista para a Agência Brasil
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A brasileira Letícia Carvalho comanda a ISA, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, com sede em Kingston, Jamaica. O órgão regula recursos minerais do fundo do mar além da jurisdição nacional, em áreas que abrangem 54% dos oceanos. O objetivo é criar um código de mineração sustentável.

Desde 2025, Carvalho lidera a ISA e busca concluir um conjunto de regras para permitir a extração de minerais no leito oceânico. O processo envolve estudos de viabilidade econômica, impacto ambiental e proteção de ecossistemas, com foco na regulação multilateral.

A próxima etapa está prevista para junho e julho, quando a 31ª Sessão da ISA acontecerá com a participação de 171 membros e da União Europeia. A decisão visa transformar pesquisa e conhecimento em exploração comercial sob normas acordadas.

Biobanco e dados do fundo do mar

A ISA criou um biobanco para conservar amostras de sedimentos e parte biológica coletadas durante pesquisas. O repositório, em parceria com a Coreia, permitirá armazenamento por 15 anos. O objetivo é apoiar avaliações ambientais associadas à mineração.

O banco de dados Deep Data agrega informações sedimentares já sob a governança da ISA. Amostras biológicas deverão ser enviadas a partir de 2025, com infraestrutura de laboratório especializado em construção. O foco é compatibilizar mineração com proteção da biodiversidade.

O biobanco integra o regime do Tratado de Alto Mar (BBNJ) ao estímulo de dados biológicos. A regulamentação exigirá que contratantes mantenham amostras com condições de conservação, fortalecendo a responsabilidade ambiental dos investidores.

Liderança feminina e impactos para o Brasil

Letícia Carvalho é a primeira mulher e a primeira brasileira a chefiar a ISA. A liderança é vista como referência para promoção da participação feminina na governança oceânica, que historicamente teve domínio de homens.

A secretária-geral enxerga a posição como ponte entre ciência e politica pública. Ela destaca a importância de decisões embasadas em dados científicos, com foco na integridade e na cooperação internacional.

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