Ameaças físicas acompanham ransomware, diz estudo. Autoridades relatam aumento de reivindicações de violência contra trabalhadores após invasões. Em alguns casos, mensagens diretas foram entregues a profissionais de segurança, como parte da extorsão.
Tim Beasley, da empresa de segurança Semperis, foi alvo indireto de um grupo de ransomware durante negociações de resgate para uma organização governamental nos EUA. Uma encomenda suspeita chegou à sua residência, contendo uma mensagem de intimidação.
Dados oficiais indicam que, nos EUA, boletins de crimes cibernéticos cresceram de 288 mil em 2015 para mais de 1 milhão em 2024. O prejuízo financeiro somou 20,8 bilhões de dólares em 2025, 4,2 bilhões a mais que no ano anterior.
Ameaças ganham corpo na prática
Relatos de hospitais e empresas mostram que hackers acessam dados pessoais de funcionários para ampliar a pressão. Em alguns casos, houve ligações para equipes hospitalares com uso de nomes de profissionais para intimidar.
Em outros cenários, o risco evolui para a paralisação de operações industriais. Grupos podem manipular máquinas, elevando o potencial de ferimentos ou danos graves. Autoridades destacam que ataques com esse perfil têm ganhado destaque.
Contexto e atuação dos grupos
Muitas investidas são creditadas a organizações com motivação financeira, mas com apoio ou tolerância de atores estatais em certos casos. Pesquisas indicam faixas etárias jovens entre 17 e 25 anos em boa parte dos esquemas.
Especialistas apontam que criminosos costumam terceirizar ameaças a terceiros, divulgando convites por redes online para ampliar a capacidade de intimidação sem se expor diretamente. O temor entre trabalhadores tende a intensificar o impacto da invasão.
Beasley observa que a percepção de insegurança cresce à medida que casos de violência associada aumentam. A tendência, segundo ele, pode se ampliar se houver continuidade no pagamento dos resgates.
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