Detentas relataram punições após denunciarem a presença de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein, em presídio federal no Texas. O caso ganhou repercussão após relatos prévios à CNN sobre o tema.
A reportagem envolve Julie Howell, condenada por fraude educacional, e outras detentas. Maxwell foi transferida de Tallahassee, Flórida, para Bryan, Texas, em circunstâncias incomuns para criminosos sexuais condenados.
Os relatos indicam que Howell enviou mensagens ao marido com informações para repórter, descrevendo repúdio das internas e receio de ameaças. As mensagens teriam sido encaminhadas ao repórter do The Telegraph.
Poucos dias depois, Howell foi chamada pela direção do presídio e questionada sobre o jornalista citado. Segundo ela, a diretora afirmou que o assunto era sensível e que havia consequências.
Após a ligação, Howell foi transferida a um centro de detenção em Houston. Ela afirma que houve confrontos com a direção, incluindo resistência de comentários relacionados ao caso Maxwell.
Relatos de outras ex-detentas indicam tratamento diferenciado a Maxwell, com acesso a áreas de privilégio e escoltas, além de monitoramento mais rígido de outras internas que discutiram o tema.
Especialistas consultados por veículos de imprensa classificaram a transferência de Maxwell como atípica, dada a gravidade das acusações e o regime de segurança da prisão.
O Departamento de Justiça não comentou detalhes sobre detentos específicos, mas reiterou que não há tratamento preferencial e que comunicações com a imprensa requerem aprovação prévia.
Entre as consequências, Howell recebeu punição por conduta disruptiva e uso indevido de correspondência, de acordo com relatório interno de agosto. Ela já está em liberdade condicional supervisionada.
Fontes internas indicam que outras detentas também mencionaram Maxwell a repórteres, gerando relatos de represálias e investigações internas em curso.
Entre na conversa da comunidade