Neste domingo, 10 de maio, teve início em Damasco a segunda sessão do julgamento de ex-membros do regime de Bashar al-Assad. O processo envolve acusados de crimes da ditadura, com Atef Najib no banco dos réus. Najib, primo de Assad, é apontado como peça central na repressão que desencadeou a revolta síria em 2011. Assad e seu irmão Maher, no entanto, estão julgados à revelia, sob exílio na Rússia.
Atef Najib era responsável pela segurança de Deraa e é acusado de ter conduzido uma ampla campanha de prisões e torturas. O regime já havia prendido Najib em janeiro de 2025. A motivação dos processos envolve violências cometidas durante a guerra civil iniciada em 2011 contra manifestantes pró-democracia.
Os relatos de vítimas e familiares acompanham o andamento do julgamento. Em Tauamon, periferia de Damasco, sinais da repressão aparecem em valas comuns e prédios destruídos. Documentos oficiais e depoimentos buscam esclarecer responsabilidades de autoridades do regime.
Na primeira audiência, realizada em 26 de abril, Assad e outros próximos do poder foram mencionados, porém seguem julgados à parte por estarem exilados na Rússia. O caso envolve acusações de violações graves durante o conflito que deixou dezenas de milhares de desaparecidos e mais de meio milhão de mortes até o presente.
Cidades vizinhas e familiares de vítimas descrevem impactos da repressão. Em Damasco, a Justiça de transição aparece como meta, segundo relatos de moradores que aguardam respostas sobre responsabilidades pelos abusos cometidos entre 2011 e os anos subsequentes.
Época de domínio familiar chegou ao fim com a fuga de Assad para Moscou. O julgamento atual representa uma etapa na responsabilização por crimes cometidos durante a guerra. O presidente sírio, embora citado, não participa do processo na unavailable, mantendo-se afastado das audiências.
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