Os Legos do Irã: vídeos de IA que promovem propaganda de guerra chegaram às redes sociais, com a Explosive Media entre as principais produtoras. As animações usam peças coloridas para retratar conflitos entre Irã, Israel e EUA, fortalecendo uma narrativa beligerante.
Desde o início do confronto entre Irã, Israel e Estados Unidos, conteúdos com estética de Lego ganharam escala. As criações mostram drones, explosões e confrontos militares, apresentando autoridades americanas como responsáveis pela guerra e o Irã como resistência.
Especialistas ouvidos pelo g1 classificam as produções como propaganda de guerra pensada para a internet. A linguagem simples, o humor e o formato leve aumentam o alcance, ao passo que podem simplificar temas complexos e banalizar a violência retratada.
A Explosive Media, uma das organizadoras, afirma que a estética Lego é estratégica, por ser uma linguagem universal e suavizar a violência para reduzir rejeição do público. O grupo tem cerca de dez membros entre operadores de IA, pesquisadores e animadores.
A organização admite, após negar vínculos, que o governo do Irã é um cliente. O projeto funciona com doações e contratos com diferentes clientes, segundo o representante.
O YouTube já suspendeu o canal da Explosive Media em março, por violações de spam, golpes e práticas enganosas. Criado em 2025, o grupo acumula milhões de visualizações e já produziu vídeos curtos com comentários políticos.
A repercussão extrapolou as redes: o tema foi discutido até mesmo em eventos culturais como o Coachella, onde o vocalista de uma banda de rock citou os vídeos, destacando sua qualidade e a polêmica em torno da remoção do conteúdo pelas plataformas.
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