Víctor Hugo Quero Navas, detido por motivos políticos na Venezuela, faleceu em 24 de julho de 2025, segundo informações oficiais. O homem de 50 anos estava sob custódia do Estado desde 3 de janeiro de 2025, no Centro Penitenciário Rodeo I.
A confirmação da morte veio em 7 de maio, por meio de comunicado do Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário. A família já havia buscado respostas por meses, sem reconhecimento sobre o paradeiro e o estado de saúde do detido.
A mãe do preso, Carmen Teresa Navas, esteve em vigilância constante para obter informações. Em 4 de maio, na Praça Altamira, em Caracas, ela pediu notícias do filho, segurando uma foto e um cartaz com a palavra desaparecido.
A exumação do corpo ocorreu em 8 de agosto, conforme anunciado pelo Ministério Público. O sepultamento foi realizado em um cemitério diferente do anterior, após a avaliação de identificação por meio de teste de DNA. A família se mantém no aguardo de esclarecimentos adicionais.
Segundo o Ministério Público, a morte ocorreu após hemorragia digestiva superior e síndrome febril aguda. A instituição informou que Quero não forneceu dados sobre vínculos familiares durante o período de custódia e que nenhum parente solicitou visita formal.
A Promotoria anunciou a abertura de uma investigação penal para apurar as circunstâncias da morte, com a atuação de forma imparcial. A Defensoria também pediu responsabilidades e reformas para evitar abusos no sistema prisional.
Organizações de direitos humanos reagiram de forma veemente. O Foro Penal destacou que o silêncio e a incerteza marcaram o caso e pediu proteção aos familiares, incluindo a possibilidade de visitas e acesso a informações.
Até maio, o Foro Penal registrava mais de 450 presos por motivos políticos no país. Famílias e organizações sinalizam que outras situações de desaparecimento permanecem sem solução, gerando protestos e pressão por mudanças no sistema penitenciário.
Entre na conversa da comunidade