Os Estados Unidos intensificaram os voos militares na costa de Cuba para coleta de informações, desde 4 de fevereiro. Dados públicos de aviação indicam pelo menos 25 missões realizadas pela Marinha e pela Força Aérea. As aeronaves empregadas incluem patrulha marítima e reconnaissance e drones de alta altitude.
Entre os recursos utilizados estão a P-8A Poseidon, voltada para vigilância, a RC-135V Rivet Joint, especializada em inteligência de sinais, e o drone MQ-4C Triton. A maioria dos voos operou próximo às principais cidades cubanas, Havana e Santiago de Cuba, a menos de 65 quilômetros da costa em alguns casos.
Segundo a CNN, as informações se baseiam em dados da plataforma FlightRadar24, que registrou trajetos e altitudes em tempo real. A atuação coincide com um aumento de tensões políticas entre Washington e Havana, em meio a sanções e pressões sobre o regime cubano.
Contexto político e econômico
No fim de janeiro, o governo americano impôs tarifas sobre petróleo importado por Cuba, citando riscos à segurança nacional devido a supostas bases militares e de inteligência no território. Países compradores interromperam entregas, agravando a crise energética na ilha.
Em março, houve flexibilização pontual para petróleo russo, conforme práticas anunciadas. A expectativa de ações adicionais de Washington tem sido tema de observação de especialistas e de veículos de imprensa, com anúncios sobre planejamento de operações futuras sendo divulgados por fontes abertas.
Na última semana, os EUA also anunciaram sanções contra Gaesa e Moa Nickel, vinculadas ao aparato militar cubano. A medida levou a saída da joint venture com a canadense Sherritt, sinalizando endurecimento do cerco econômico sobre o governo cubano.
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