O Irã veicula amplo preparo militar em resposta a tensões com os EUA e Israel. Jornais iranianos publicados na segunda-feira destacaram a possibilidade de retorno de hostilidades e o endurecimento da postura de Teerã, após a contraproposta iraniana ter sido rejeitada por Washington.
Entre as fontes, o Kayhan, influente veículo conservador pró-Khamenei, enfatizou que mísseis e drones da Guarda Revolucionária Islâmica apontam para navios e bases inimigas. Já o Resalat destacou que a máquina de guerra norte-americana pode enfrentar a defesa ofensiva iraniana no Golfo Persico.
O Iran, jornal oficial do governo, colocou a negociação como parte de uma estratégia e afirmou que a bola está com Washington após Teerã ter respondido aos EUA por meio de intermediários paquistaneses. O veículo também reforçou que a negociação não representa rendição.
Hamshahri Tehran, conservador, abriu com a expressão Zona de guerra do Irã, acompanhada de referências a lanchas rápidas, minas navais e cidades subterrâneas de mísseis, sinalizando foco logístico e tecnológico na retórica de deterrência.
Jam-e Jam, ligado à IRIB, publicou Diretrizes do Comandante, apontando que Moqtaba Khamenei comunicou decisões para um confronto decisivo com inimigos. O jornal indicou que as forças armadas aguardam ordem para disparar.
Essas publicações ocorrem um dia após a apresentação de uma contraproposta iraniana rejeitada pelos EUA, elevando o tom de alerta sobre possíveis ataques e enfatizando que o Irã não se renderia sob pressão, segundo as leituras das fontes oficiais.
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