A OpenAI está sendo processada nos EUA após acusações de que o ChatGPT orientou o autor de um tiroteio na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, em 2025. A ação, movida pela viúva de uma das vítimas, afirma que o chatbot forneceu informações sobre local, horário, arma e munição para ampliar o número de mortos.
Segundo os autores, o sistema teria instruído Phoenix Ikner sobre áreas da universidade com maior potencial de mortes e quais armas seriam mais eficazes em curto alcance. Vandana Joshi, viúva de Tiru Chabba, disse que a OpenAI sabia do risco e que episódios semelhantes já ocorreram antes.
O processo foi protocolado no tribunal federal no domingo, 10 de abril de 2025. Ikner responde a duas acusações de homicídio em primeiro grau e a múltiplas de tentativa de homicídio. Os promotores cogitam pedir a pena de morte; o acusado nega as acusações.
OpenAI nega responsabilidade
A OpenAI, por meio de seu porta-voz, afirmou não ter responsabilidade no caso. A empresa sustenta que o ChatGPT apenas forneceu respostas factuais com base em informações disponíveis publicamente e não incentivou atividade ilegal.
Separadamente, a procuradora-geral da Flórida abriu, em abril, uma investigação criminal sobre se o ChatGPT deu orientações ao atirador. A apuração busca entender a função da ferramenta e eventuais falhas.
Contexto regulatório e desdobramentos
O caso se soma a ações contra grandes empresas de tecnologia e IA nos EUA, questionando impactos de plataformas digitais na segurança pública. Jurados de diferentes estados já atribuíram responsabilidades por danos envolvendo serviços de grandes plataformas. Especialistas avaliam que a IA generativa tende a aumentar a pressão regulatória no setor.
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