A União Europeia aprovou sanções contra colonos na Cisjordânia, após o bloqueio anterior da Hungria ter sido superado. As medidas, que avançam no âmbito de uma resposta à violência contra palestinos, passam a tramitar no bloco, com aplicação prevista apenas em data futura. Israel classifica a decisão como arbitrária e política.
A decisão ocorre em meio a uma escalada de violência na Cisjordânia concomitante à guerra na Faixa de Gaza. Dados da Ocha apontam que, em 2026, cerca de 45 palestinos foram mortos no território, incluindo 11 crianças. As sanções miram três colonos e quatro organizações de colonos, cujas identidades não foram tornadas públicas.
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que os ministros apoiaram medidas contra líderes do Hamas, classificado como organização terrorista pelos EUA, pela UE e por diversos países. Ela ressaltou que extremismos e violência trazem consequências.
Desdobramentos diplomáticos
O ministro francês de Relações Exteriores celebrou a decisão da UE, afirmando que o bloco sanciona organizações israelenses associadas à colonização na Cisjordânia e seus líderes. Também pediu o desarmamento do Hamas e a exclusão de sua participação no futuro da Palestina.
O ministro israelense das Relações Exteriores contestou a medida, dizendo que a UE age de forma arbitrária e política ao sancionar cidadãos e entidades israelenses por visões políticas, sem base.
Outros pontos em debate dentro da UE incluem a possibilidade de ampliar as sanções a produtos provenientes de assentamentos e a adoção de tarifas sobre tais importações, defendidas por países membros como a Suécia. A discussão sobre medidas mais amplas contra Israel não atingiu consenso.
A proposta de sanções marca o início do procedimento legislativo da UE para a adoção formal das medidas. A aplicação das sanções depende de etapas subsequentes do processo, sem data definida para entrar em vigor.
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