O Pentágono respondeu a perguntas de uma coletiva realizada em 5 de maio sobre a possibilidade de o Irã usar golfinhos treinados para atacar navios norte-americanos. A imprensa especula que o objetivo seria contornar o bloqueio naval imposto pelos EUA.
Questionamentos sobre golfinhos kamikazes foram apresentados após reportagem do The Wall Street Journal, que tratou do bloqueio no estreito de Ormuz e das tentativas iranianas de superar a estratégia de contenção dos EUA. Autoridades iranianas teriam cogitado diversas opções, inclusive animais marinhos.
O repórter do The Daily Wire e o chefe do Estado-Maior Conjunto participaram do debate. O secretário de Defesa afirmou que não pode confirmar nem negar a existência de golfinhos suicidas, mas afirmou que não há animais dessa natureza sob controle americano.
Especialistas lembram que o uso militar de mamíferos marinhos é uma prática antiga, com relatos de adestramento por várias forças ao redor do mundo. A reportagem da BBC há décadas apontou que o Irã teria adquirido golfinhos da Ucrânia, treinados por militares soviéticos.
Histórico e contexto
O material histórico aponta que o Irã, no início dos anos 1990, comprou golfinhos e outrosmamíferos aquáticos da antiga União Soviética, visando usos militares. Segundo relatos da época, a operação envolveu transferência de animais para o Golfo Pérsico e treinamento para ataques a mergulhadores e navios.
Ao longo dos anos, circulam rumores sobre programas de mamíferos marinhos em diferentes países, incluindo observações sobre o uso de golfinhos com funções diversas. O tema ganhou atenção adicional após a invasão da Ucrânia e o aumento de atividades navais na região do Mar Negro.
O ex-líder iraniano Rafsanjani, em memórias publicadas, descreveu visitas e a presença de instalações com animais marinhos, negando, porém, que os golfinhos tivessem sido treinados para minas. Ele mencionou que os animais eram mantidos sob supervisão de cuidadores ucranianos.
A narrativa histórica também cita a presença de programas militares com mamíferos em outros países, incluindo os Estados Unidos, que mantêm instalações de treinamento de vida marinha em San Diego. Observou-se ainda que, no passado, havia relatos sobre programas em outras nações.
A reportagem de referência ressalta a complexidade de confirmar atividades clandestinas, especialmente quando se tratam de capacidades militares envolvendo animais e operações de alto sigilo.
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